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Desde a década de 1950, a mensagem é que a diminuição do consumo de gordura previne doenças do coração. E desde a década de 1950, o consumo de gordura de origem animal diminuiu drasticamente: quase todo mundo corta, separa e não come aquela gordura a mais da carne, substitui manteiga por margarina, banha de porco por óleo de milho, soja, algodão e canola. Com toda essa mudança, diminuíram as doenças cardiovasculares?  Não. Pelo contrário, os números das doenças cardiovasculares vêm aumentando.

Novos estudos mostram que a gordura saturada — encontrada em carnes, ovos e queijos — não está associada a doenças cardiovasculares.

A gordura saturada foi condenada a partir de um estudo antiquado sobre o colesterol, baseado em hipóteses. A ideia de que ela elevava o colesterol total, aquele que obstrui as artérias e causa ataques cardíacos, surgiu nos anos 1950 pela teoria do cientista Ancel Keys. Nos anos 1980, já estava claro que o colesterol total não se alinhava muito bem com doenças cardíacas. Então, a história mudou: a gordura saturada aumenta o mau colesterol, o LDL. Só que a gordura saturada é o único alimento que aumenta o HDL, o colesterol bom — explica.

Agora, pesquisadores têm se debruçado sobre o LDH e o HDL na busca do biomarcador mais confiável.

— A dieta de baixo teor de gordura e as três gerações de cientistas que estão comprometidos com ela impediram que esse debate avançasse. É uma questão muito complicada, política e influenciada pela indústria, uma vez que as empresas sabem como diminuir o LDL, mas não como aumentar o HDL. O LDL sempre foi o foco de todos — aponta.

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Quando a gente recebe o resultado do exame de colesterol no sangue, o que aparece é apenas “LDL”, e não “LDL-A” e “LDL-B”. O resultado que está no exame é, portanto, a soma de LDL-A (neutro) e LDL-B (potencialmente ruim). Como distinguir entre eles? É só dar uma olhada nos triglicérides, no HDL, e lembrar da seguinte regra: triglicérides altos e HDL baixo é indício de muito LDL-B (portanto ruim – risco cardíaco); enquanto triglicérides baixos e HDL alto é indício de bastante LDL-A (portanto bom – baixo risco cardíaco). [Low Density Lipoprotein Size and Cardiovascular Risk Assessment, QJM (Jan 2006) 99 (1): 1-14]

Aqui vai uma informação importante: quando a gente come gordura saturada, aumenta o LDA-A (grande e flutuante) (não problemático). E adivinhe o que você come que eleva o LDL-B (pequeno e denso) (problemático)? Se pensou carboidrato, adivinhou. [American Journal of Clinical Nutrition, 1998, vol. 7, n°5, págs. 828-836] [American Journal of Clinical Nutrition, 2010, vol. 91, n°3, págs. 502-509].

A partir da década de 1980, o mundo ocidental, liderado pelos americanos, passou a ingerir uma dieta cada vez mais alta em carboidratos e baixa gordura.

A gordura dá paladar para os alimentos, e isso é sabido na culinária (vide a famosa e deliciosa culinária tradicional francesa). Então o que acontece, naturalmente, é que quando se retira a gordura do alimento, ele fica menos palatável. E indústria alimentícia resolve esse problema adicionando mais açúcar.

Esta é a pior coisa que poderia ter acontecido com nossa alimentação. E continua acontecendo até hoje. Sai a gordura que ocorre naturalmente nos alimentos e fornece nutrientes vitais para a saúde e equilíbrio, e entra em seu lugar o açúcar, como aditivo, que engorda, rouba nutrientes, desequilibra nosso corpo e prejudica a saúde.

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Fonte: http://www.medicinadoestilodevida.com.br/gordura-saturada-nao-faz-mal/

http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/novas-pesquisas-mostram-que-gordura-saturada-nao-faz-mal-saude-15181100

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