Dos 0 aos 6 meses de idade é imprescindível que a criança alimente-se apenas do leite materno. O leite da mãe, por si só, é suficiente para suprir todas as necessidades do bebê. Ele também é capaz de fortalecer o sistema imunológico e proteger de doenças tanto na infância, quanto na fase adulta.

Mas, a partir dos 6 meses, a criança já começa a receber outros alimentos. Eles são complementares ao aleitamento. E é a partir daí que a alimentação vegetariana começa a ser inserida na vida da criança.

A partir dos 12 meses, a criança já possui dentinhos e pode começar a mastigar os alimentos. Por isso, nesse período não é mais necessário amassar os alimentos. Ainda é importante, no entanto, que os pedaços sejam pequenos e a observação dos adultos durante a refeição. Assim, evita-se o perigo da criança engasgar.

Carboidratos
O grupo de carboidratos inclui cerais, raízes e grãos, como arroz, macarrão, batata, mandioca e aveia em flocos. É recomendável que todos sejam bem cozidos para possibilitar que sejam amassados e mastigados com facilidade.

No caso de grãos mais fibrosos, como o milho, esses podem ser oferecidos à criança como purê, caso ela ainda não consiga mastigar os alimentos, sozinha.

E importante variar sempre os alimentos. Assim, a criança descobre novos sabores. No entanto, não é necessário ofertar mais de um carboidrato na mesma refeição. Essa variação pode ser feita no cardápio da semana.

Leguminosas
As leguminosas são a principal fonte de proteína da refeição e são encontradas em alimentos como feijões, ervilha e lentilha. Esse grupo alimentar pode ser ofertado para a criança nas principais refeições do dia, como almoço e jantar.

E assim como os carboidratos, não é necessário mais de uma opção deste grupo por refeição. De acordo com o Guia de Alimentação Para Bebês e Crianças Vegetarianas, as leguminosas devem permanecer imersas em água por 12 horas antes do cozimento. Isso, para melhorar a absorção dos nutrientes e facilitar a digestão da criança.

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Legumes, hortaliças, verduras e frutas
Os legumes, hortaliças e verduras podem ser oferecidos nas principais refeições. Já as frutas podem ser servidas no café da manhã, lanches e sobremesas. Lembrando que as frutas com maior teor de vitamina C, como laranja, morango e acerola, ajudam na absorção do ferro.

Não há restrição desses alimentos na nutrição infantil. No entanto, é recomendado que o espinafre e a acelga não sejam servidos em excesso à criança. Por serem ricos em ácido oxálico, que é um potente inibidor de cálcio, podem prejudicar a absorção deste nutriente.

Algumas hortaliças, como agrião e couve, que são ricas em ferro e cálcio, são bastante fibrosas. Assim, podem ser picadas e refogadas para facilitar a mastigação da criança na hora do consumo.

Já quanto ao brócolis, couve-flor, cenoura e outros legumes mais duros, a recomendação é que o cozimento seja feito no vapor. Isso, para preservar as propriedades nutricionais desses alimentos.

Gorduras
Para suprir as necessidades nutricionais de gordura na alimentação, a SVB recomendada o uso de óleos vegetais como o azeite, que é rico em lipídios e o óleo de linhaça que é rico em ômega 3.

Apenas 2,5 gramas de óleo vegetal por dia são suficientes para contemplar os nutrientes de uma alimentação saudável e balanceada.

Consciência das escolhas dos alimentos
Até os dois anos de idade, a alimentação é um processo de aprendizagem. Em outras palavras, a criança está descobrindo os alimentos e tomando consciência dos sabores e texturas.

Já a partir dos 2 anos, a criança passa a ter mais autonomia e começa a reproduzir os hábitos dos pais e cuidadores. Esse período, aliás, também interfere na consciência quanto a escolha dos alimentos.

Em suma, é nessa fase que a educação alimentar começa. A criança é inserida na rotina da família e começa a fazer questionamentos. Assim, mais que ter a referência de alimentação saudável e balanceada, a criança precisa saber porque isso é importante.

A participação dos pais e cuidadores durante as refeições, a atenção, paciência e incentivo na escolha dos alimentos é muito importante para que a criança desfrute com prazer dos alimentos. Além disso, ela criará uma memória afetiva positiva sobre os benefícios da alimentação saudável e sem maus-tratos aos animais. É aí que você pode começar a inserir um ou outro prato vegetariano para crianças no dia a dia.

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Fonte: https://blog.livup.com.br/como-montar-um-prato-vegetariano-para-criancas/