A alimentação vegana é um assunto delicado, ainda mais quando se trata de bebês. Os pais veganos querem sempre o melhor para os seus filhos, sendo assim, é natural que surjam algumas dúvidas quanto à alimentação. Mas isso não é motivo para desespero, seguindo alguns parâmetros de saúde em relação à alimentação, é possível oferecer uma dieta vegana com qualidade ao seu bebê.

As mulheres que são vegetarianas ou veganas e que têm uma alimentação variada e balanceada dificilmente terão algum desequilíbrio nutricional. Mesmo assim, durante a gravidez e a lactação, é importante checar se está tudo em ordem e se é necessário suplementar algum nutriente. É o corpo da mãe, no fim das contas, que vai garantir ao bebê tudo o que ele precisa para se formar e crescer cheio de saúde.

É essencial que a mãe amamente o seu bebê no período necessário, pois o leite materno é de extrema importância para o fortalecimento e desenvolvimento do seu filho. Do nascimento até os 6 meses, o bebê tem as suas necessidades nutritivas satisfeitas por meio do leite materno, já por volta dos 10 a 12 meses, ele perde o interesse de continuar a mamar pelo peito, então, é necessário usar a mamadeira. Evite que o bebê mame deitado de costas, essa posição faz com que os canais do ouvido e as cavidades nasais se encham de leite, o que pode gerar infecções e alergias.

A partir dos seis meses podem ser introduzidos alimentos sólidos na alimentação do bebê, mas a mãe não deve apressar esse processo se o bebê se mantém satisfeito com o leite materno. É preciso ficar atenta aos sinais do bebê, caso ele chore muito para mamar e mastigue o mamilo, já é hora de mudar a alimentação.

Nesse período de transição para os alimentos sólidos, introduza a clássica banana amassada, também vale servir pêssego e maçã raspada ou cozida e amassada. Evite os exageros, sirva pequenas quantidades no começo, pois é um período de apresentação da nova refeição ao bebê, mostre sempre um sorriso ao oferecer o novo alimento, isso indica que ele vai gostar.

Caso ele rejeite, tente na semana seguinte, é importante levá-lo a sério. Após essa etapa, comece a oferecer papas de cereais integrais e evite os produtos industrializados, prefira fazer o alimento em casa. Também podem ser introduzidos na alimentação do bebê alimentos à base de soja, trigo e milho, mas prefira começar pelo arroz ou aveia. É importante verificar se há casos de alergia a esses tipos de alimentos na família, caso haja, evite.

Nessa fase já podem ser oferecidos alimentos à base de batata, onde você pode assá-las inteiras para conservar os nutrientes e amassá-las com um pouco de água ou leite materno. A beterraba também pode vir a ser amassada junto à batata, assim você terá um belo e nutritivo purê cor de rosa para o seu bebê, vale ressaltar que o purê não deve conter sal ou temperos. Após a aceitação desses alimentos, o seu bebê estará pronto para experimentar as frutas frescas, como a pera, ameixas e melão, tudo também amassado.

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Já nesse período, vale acrescentar vegetais cozidos e esmagados, como cenouras, abóbora, batata doce e outros vegetais de acordo com a sua escolha e aceitação do seu bebê. Depois que ele já tiver uma boa aceitação aos vegetais, introduza saladas combinadas à alimentação dele. Os cereais, como o arroz, cevada e aveia, também podem ser oferecidos ao bebê, sendo bem dissolvidos para a refeição.

As leguminosas, como as ervilhas, soja e feijões, devem ser oferecidas a partir desse período. Mas vale ressaltar que os feijões devem estar bem cozidos e macios, onde as cascas, de preferência, devem ser removidas. Observe pelo cocô do bebê se os alimentos estão sendo bem digeridos, caso também cause assaduras, restrinja por algum tempo esses alimentos.

Nessa fase já é possível que o bebê se alimente de refeições mais parecidas com a dos pais, e a instrução para ele preferir a comida vegana parte dos pais e ocasionará em uma alimentação mais saudável e rica.

O que não pode faltar

1- Proteína vegetal
As leguminosas – que reúnem os feijões, a lentilha, a soja, o grão de bico e a quinoa, por exemplo – estão na lista dos alimentos que fornecem boas doses desse macronutriente. Também é possível encontrá-lo na família das oleaginosas, da qual fazem parte as nozes, castanhas e amêndoas.

2- Cálcio
Folhas verde-escuras, brócolis, leite de soja e gergelim contêm, sim, esse mineral. Só que em menor quantidade e, ao contrário dos lácteos, não é um nutriente facilmente aproveitável pelo corpo. Muitos vegetais apresentam altas doses de fibras e fitatos, elementos que atrapalham a absorção do cálcio.

3- Ferro
Nos itens de origem vegetal – especialmente nas leguminosas, nas amêndoas, nas frutas secas, nos grãos integrais e nas folhas verde-escuras – encontra-se o ferro não heme, que exerce as mesmas funções daquele proveniente dos animais, porém é de absorção mais difícil. A orientação de um nutricionista vai ajudar os papais e as mamães vegetarianos a encontrarem formas de melhorar o aproveitamento desse mineral. Uma dica já bastante conhecida, por exemplo, é combinar ingredientes ricos em ferro com outros cheios de vitamina C.

4- Vitamina B12
Esse é o único nutriente que só pode ser obtido em itens de origem animal. Os ovolactovegetarianos, que consomem ovos e leites, até conseguem consumir essa vitamina. Os veganos, no entanto, precisam suplementar. A B12 é essencial na formação do sistema nervoso central e age também no fortalecimento do sistema imune, no combate à anemia e na produção de energia para o corpo. Se você faz parte da corrente vegan, consulte o pediatra ou um nutricionista para saber a dose necessária de suplementação para o seu filho.

Fonte:https://www.eusemfronteiras.com.br/como-deve-ser-a-alimentacao-dos-bebes-veganos/
https://bebe.abril.com.br/alimentacao-infantil/como-criar-filhos-vegetarianos-ou-veganos-de-forma-saudavel/