O sal (ou cloreto de sódio), assim como a água, é um dos mais abundantes recursos naturais. É um nutriente essencial, ou seja, não é produzido pelo nosso corpo. Ele é um eletrólito que atua conduzindo eletricidade e mantém nossas células, músculos e sistema nervoso funcionando.

A Organização Mundial da Saúde, na Diretriz: ingestão de sódio para adultos e crianças, de 2012 recomenda para os adultos o consumo de < 2 g de sódio por dia, ou seja, 5g de sal por dia, com o objetivo de reduzir a pressão arterial, risco de doença cardiovascular (DCV), acidente vascular encefálico (AVE) e a síndrome coronariana aguda (SCA).

De acordo com a OMS, os 2 g de sódio recomendados para os adultos, devem ser ajustados para baixo, conforme as necessidades energéticas das crianças em relação aos adultos. Essa medida é para controlar os níveis de pressão arterial nas crianças.

Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008 – 2009 afirmam que os brasileiros excedem a recomendação da OMS, já que o consumo médio é de 8,2 g de sal por dia.
Atualmente no mercado, há vários tipos de sal, com diferentes quantidades de sódio e outros minerais na composição, além de colorações, sabores e texturas diferentes. Abaixo seguem algumas características desses tipos de sal:

  • Sal refinado: é o mais utilizado pela população. Começou a ser adicionado de iodo em meados de 1920 para conter uma epidemia de bócio e hipertireoidismo. Passa por processamento, para retirada de impurezas, assim ocorre redução dos minerais. Possui uma textura mais fina, o que faz com que ele se torne homogêneo mais facilmente nas preparações. Sal grosso: não passa pelo processo de refinamento e por esse motivo evita o ressecamento dos alimentos;
  • Sal líquido: a sua obtenção é feita a partir da dissolução em água mineral, de um sal de com alto grau de pureza, livre de aditivos, possui sabor suave e sem alterações de características;
  • Sal light: possui teor reduzido de sódio (50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio). É indicado para pessoas que tem restrição ao consumo de sódio. Entretanto as pessoas com doenças renais não devem consumi-lo, pois como esse tipo de sal possui mais potássio, o aumento desse mineral no organismo, pode acarretar complicações cardiovasculares;
  • Sal marinho: é raspado manualmente da superfície de lagos de evaporação, por esse motivo é mais caro que o sal refinado. Não é muito processado, o que preserva os sais minerais. Pode ser grosso, fino ou em flocos e dependendo de onde for retirado, pode ter a coloração modificada, sendo branco, rosa, preto, cinza ou cores combinadas;

  • Sal do Havaí: tem uma cor rosa avermelhada, em função da presença de uma argila havaiana denominada Alaea, é rica em dióxido de ferro;
  • Sal negro: é originário da Índia. Não é refinado e devido aos compostos de enxofre, apresenta um sabor sulfuroso. A coloração é cinza rosada, por ser de origem vulcânica. Possui também cloreto de sódio, cloreto de potássio e ferro;
  • Sal defumado: possui cor acinzentada e é defumado sobre chamas de madeira, modificando o sabor, quando adicionado às preparações;
  • Flor de sal: contém mais sódio que o sal refinado (10% a mais). Na sua elaboração são utilizados apenas alguns cristais retirados da camada superficial das salinas. Tem sabor intenso e crocante, é utilizado após a preparação dos alimentos;
  • Sal do Himalaia: é extraído no Himalaia. Possui mais de 80 minerais, dentre eles: o cálcio, magnésio, potássio, cobre e ferro. Devido à essa presença de minerais, os cristais de sal possuem sabor suave e coloração rosada;
  • Sal Kosher: pelo fato de remover rapidamente o sangue das carnes, é utilizado para preparar carnes kosher. A dissolução não é tão rápida quanto o sal refinado e ele não é acrescido de iodo.

O Guia Alimentar para a População Brasileira, de 2014, também sugere a utilização de sal em pequenas quantidades, pois desde que consumido moderadamente na preparação de alimentos (principalmente os alimentos in natura ou minimamente processados), pode conferir sabor, sem ocasionar prejuízo nutricional. O guia recomenda ainda, restringir o consumo de alimentos processados e ultraprocessados, por possuírem aditivos químicos e alto teor de sódio.

Outra alternativa para a redução do consumo de sódio nas preparações e que pode conferir mais sabor aos alimentos é a utilização de sal de ervas. Abaixo, dois exemplos de receitas:

 Receita de sal de ervas
Ingredientes

1 colher (sopa) de alecrim
1 colher (sopa) de salsinha desidratada
1 colher (sopa) de manjericão
1 colher (sopa) de orégano
½ xícara (chá) de sal refinado ou sal light

Modo de preparo
Adicione todos os ingredientes no liquidificador, bata até que fiquem misturados e mais finos. Conserve em um recipiente de vidro com tampa.

Fonte: http://www.diabetes.org.br/noticias-nutricao/1313-tipos-de-sal-e-suas-diferencas

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