Uma boa nutrição e cuidados com a alimentação são condições essenciais para um sistema imunológico saudável. No entanto, pessoas com HIV / AIDS podem ter dificuldades em assegurar uma boa nutrição por um conjunto de razões.

Tanto o próprio vírus HIV quanto os medicamentos utilizados podem causar uma multiplicidade de problemas que afetam a saúde nutricional do portador.

Náuseas crônicas, alteração do paladar, perda de apetite, dificuldades em mastigar ou engolir são fatores que influenciam o baixo percentual de adequação das necessidades nutricionais. Ainda assim, mesmo quando o portador é capaz de comer e beber pode haver uma diminuição da quantidade de nutrientes absorvidos devido às diarréias (efeito mais comum causado pela medicação).

Alimentos que ajudam a tratar a Aids

Arroz, milho, batata, mandioca, trigo, carne, hortaliças, frutas e água. Essa é parte da lista de alimentos que funcionam como verdadeiros medicamentos para os portadores do vírus HIV, segundo o novo manual sobre dieta de soropositivos, lançado semana passada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em parceria com a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

De acordo com a cartilha, os pacientes que têm uma dieta rica em proteínas, carboidratos, vitaminas (principalmente a A, a C, a E e as do complexo B), reagem melhor à doença e conseguem mais resposta ao tratamento. “O aconselhamento nutricional é essencial para o infectado pelo HIV”, afirma Randa Saadeh, técnica responsável pelo programa educacional da OMS, que vai oferecer treinamento a profissionais do mundo inteiro sobre dieta para soropositivos.

Com cerca de 100 páginas, o manual ensina ao paciente quais os alimentos que ajudam o portador a manter o peso, a repor vitaminas e minerais e a fortalecer o sistema imunológico, podendo até estender o prazo que vai da infecção até o desenvolvimento da Aids.

Para a professora Andréa Ramalho, do Instituto de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o controle da alimentação é tão importante durante o tratamento quanto a adesão aos medicamentos. “Para resistir melhor à evolução da doença e aos efeitos colaterais dos remédios, o paciente precisa estar com seu sistema imunológico o mais forte possível. Uma dieta bem indicada consegue isso”, diz.

Para fortalecer as defesas do corpo, o soropositivo precisa consumir muita proteína e energia, obtida por meio dos carboidratos e da gordura. “O soropositivo geralmente perde peso porque a Aids faz o organismo consumir muita proteína e energia durante a produção de anticorpos contra a doença”, explica a nutricionista Daise Cardoso, diretora do Serviço de Nutrição do Hospital Emílio Ribas. Daí a necessidade de repor essa carência com a ingestão de carne, leite, batata, trigo, arroz e óleos vegetais, por exemplo. Sem esquecer da água. “Caso contrário, o corpo pode se autoconsumir”, completa Andréa.

aids

Outra recomendação da OMS para os portadores do HIV é o consumo de micronutrientes. As vitaminas e os minerais também atuam diretamente no sistema imunológico, diminuindo o período e a freqüência de internação dos soropositivos e potencializando a ação dos medicamentos. “Uma boa dieta não melhora apenas o sistema imune contra o vírus. O corpo também fica protegido de infecções oportunistas comuns nesses pacientes”, lembra Andréa.

Além de fortalecer o organismo, a dieta balanceada também melhora a qualidade de vida do soropositivo, principalmente no que se refere aos efeitos colaterais dos medicamentos, como enjôo, diarréia, náusea e febre. Alimentos pouco gordurosos e em temperatura mais baixa, por exemplo, diminuem as chances de ocorrer enjôo.

O manual da OMS traz uma lista de ervas que, segundo os pacientes, também podem beneficiar o organismo, embora os efeitos não sejam observados em todos os portadores do vírus HIV. Entre as plantas citadas estão a calêndula, a camomila, o eucalipto, o alho, a folha do limão e o cravo-da-índia. As ervas atuam tanto no sistema imunológico quanto no gastrointestinal. Vale lembrar que essas plantas devem ser usadas com moderação e em grandes quantidades podem causar efeitos tóxicos.

A palavra de ordem também é ter sempre uma atitude positiva. Essa recomendação da OMS vale principalmente para parentes dos pacientes. Além de estimular, a família deve ajudar o portador a se alimentar bem.

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Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG56164-6010,00-OMS+LISTA+ALIMENTOS+QUE+AJUDAM+A+TRATAR+A+AIDS.html

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