Hoje em dia é comum ao frequentar academias se deparar com as pessoas tomando seus suplementos, chacoalhando as garrafinhas, muitos tomam e nem sabem pra que servem, tomam apenas porque um amigo indicou dizendo ser bom, porém nem sempre o resultado é o que se espera, muitos dos suplementos vendidos no mercado utilizam ingredientes que o rótulo não condiz com que de fato tem dentro da embalagem.

Os males do suplemento

Quando os suplementos são mal administrados podem oferecer sérios riscos à saúde. A médica alerta que cerca de 33% dos suplementos comercializados são contaminados com substâncias proibidas, e isso pode acarretar problemas à saúde como câncer, distúrbios hormonais e psicológicos.

— O fígado e os rins podem ser prejudicados quando a pessoa faz uso de altas doses de suplementos. Problemas com espinhas e flatulência também podem ocorrer, porém isso vai depender da tolerância de cada pessoa a determinado produto. Lembrando que pessoas com diabetes, pressão alta, anemia e hepatite só podem fazer uso desse medicamento após avaliação médica criteriosa — alerta a especialista.

Para esclarecer a questão, a médica Suzete Motta explica como cada tipo de suplemento pode afetar o organismo:

• Aminoácido
É indicado para atletas que treinam com frequência e necessitam de reposição rápida de proteínas.

— Seu excesso pode desencadear problemas intestinais, hepáticos e renais. Por isso, deve ser consumido com cautela e, principalmente, com orientação médica — diz.

• Glutamina
É recomendada para ser ingerido no pós-treino, pois auxilia na diminuição do estresse muscular e prepara o corpo para o próximo treinamento. Não é indicado para mulheres grávidas ou na fase de amamentação. Ingerida em excesso pode provocar cirrose no fígado, problemas nos rins e síndrome de Reye.

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• Termogênicos e queimadores de gordura
Esse suplemento é muito procurado por pessoas que desejam acelerar o metabolismo. Ele só deve ser consumido com prescrição médica para evitar efeitos adversos para a saúde, como taquicardia (que pode levar a uma arritmia) e insônia.

• BCAA
Esse produto é indicado para quem treina pesado e precisa estar com disposição no dia seguinte, pois o BCCA ajuda na recuperação da musculatura.

— O uso da suplementação de cinco a 20 gramas diárias de BCAA em cápsulas ou um a sete gramas por litro de água, não apresenta qualquer efeito secundário. O uso de dosagens maiores pode promover uma inibição de outros aminoácidos e provocar desgaste gastrointestinal — alerta Suzete.

• Óxido nítrico
Antes de consumi-lo, as pessoas devem saber sobre seus efeitos colaterais. O descuido e a alta dosagem podem causar sérios danos ao corpo como, por exemplo, problemas respiratórios, coceira, vômitos, tremores, asma e sudorese intensa.

• Creatina
Esse nutriente é encontrado em alguns alimentos de origem animal, especialmente a carne vermelha. O uso da creatina melhora o rendimento do treino e diminui o tempo de recuperação dos músculos.

— É preciso ter cautela na hora de consumi-la. A creatina pode criar uma impressão falsa de aumento muscular, mas o que realmente acontece é que provoca uma reserva de água dentro das células e, por isso, muitas pessoas ficam inchadas — garante a médica.

Hiperproteicos
São os derivados de proteínas do leite, soja ou ovo. Os hiperproteicos devem ser utilizados com precaução para não sobrecarregar a função hepática. Um dos mais conhecidos é o Wheyprotein. O consumo de proteínas de maneira inadequada pode inibir a própria síntese proteica endógena, além de prejudicar o funcionamento de alguns órgãos como rins e fígado.

• Estimulantes
São feitos à base de substâncias como cafeína e guaraná com a finalidade de acelerar a função metabólica e estimular o sistema nervoso central. O uso inadequado pode causar dependência psicológica e problemas como aumento da pressão arterial, agitação, distúrbios do sono e falhas na coordenação motora.

• Suplementos à base de óleo de cártamo
Visam diminuir os níveis de gordura corporal e o ganho de massa magra.

— Não indico o uso desse tipo de produto pois pode favorecer distúrbios do trato gastrointestinal, diabetes do tipo 2, inflamação e risco de doenças cardiovasculares — ressalta Suzete Motta.

• Precursores do Hgh
Esse tipo de suplemento é composto de aminoácidos que promovem o aumento do hormônio GH, responsável pelo crescimento e o aumento da musculatura. O uso de qualquer produto que esteja relacionado com a parte hormonal precisa ser orientado por um médico. Seu consumo indevido pode ocasionar diabetes, ginecomastia, síndrome do túnel de carpo e acromegalia.

• Suplementos vitamínicos
As vitaminas e os minerais presentes nos alimentos são essenciais para o corpo humano. Porém, se consumido em quantidades exageradas também prejudica a saúde.

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Entenda mais sobre o assunto

• Cálcio
Pode ser encontrado em leite e derivados, couve, repolho, brócolis, cebolinha, espinafre, acelga. O excesso pode causar cálculos renais, redução de magnésio no organismo (se combinado à vitamina C), fraqueza muscular, irritabilidade, depressão, problemas de memória, anorexia.

• Fósforo
Está presente em alimentos como leite, carnes de boi, aves e peixes, ovo e cereais. A alta dosagem pode levar à pressão alta, confusão mental e problemas cardiovasculares.

Magnésio
Essa vitamina pode ser encontrada em castanhas, sementes, nozes, vegetais de folhas verdes e cereais integrais. O excesso de magnésio pode provocar fraqueza muscular, pressão baixa, rubor na face, náuseas, insuficiência respiratória e boca seca.

Ferro
Está presente no brócolis, cominho, figo, amêndoas, carnes magras, feijão, ovo e fígado. O ideal é consumir 14 mg de ferro ao dia. Caso ultrapasse essa medida, o ferro pode danificar o paladar metálico, causar dor de cabeça, náusea, tontura, pressão baixa, perda de peso, dor nas articulações, problemas do fígado e do coração.

• Zinco
A recomendação diária é de 7 mg e pode ser encontrado em carnes de boi, peru, frango, porco, fígado, ostras, aveia e leite. Em excesso, o zinco pode provocar anemia, febre, queda no sistema imunológico e nos níveis do colesterol HDL (bom).

• Cobre
São considerados ricos em cobre: frutos do mar, fígado, rim, chocolate, nozes, frutas e leguminosas secas, além dos cereais. É preciso atenção, pois em exagero pode causar náuseas, vômitos, hemorragia gastrointestinal, diarreia, anemia e cirrose.

• Manganês
Pode ser encontrado no damasco, aveia, pêssego, soja e agrião. Seu consumo em excesso pode provocar sintomas relacionados ao mal de Parkinson.

— Quando acumulado no fígado e no sistema nervoso, o manganês pode ser muito perigoso e, inclusive, atuar no crescimento de células cancerígenas — adverte.

• Vitamina A
Seu excesso é responsável pelo ressecamento e descamação da pele, dores nos ossos, nas articulações, na cabeça, cãibras, tontura, náuseas, problemas no fígado e no crescimento.

Como identificar o suplemento certo?

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, não basta apenas seguir as orientações do rótulo. O consumo de suplementos deve ser ajustado para o peso, a dieta e a rotina de exercícios físicos de cada pessoa. O ideal é procurar um especialista para indicar a dosagem e a forma correta de utilizar cada suplemento sem colocar a saúde em risco.

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Fonte: http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2013/02/descubra-o-que-o-excesso-de-suplementos-pode-provocar-no-seu-organismo-4048285.html

A febre pelos suplementos

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