A epilepsia é um dos transtornos crônicos mais importantes da infância, bem como uma das causas mais comuns de distúrbio neurológico nesta faixa etária. Cerca de 50% dos epiléticos apresentam o problema antes dos cinco anos e 75%, antes dos vinte. A epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral que ocorre quando uma parte do cérebro passa a emitir sinais incorretos durante alguns segundos ou minutos, sem ter sido causado por febre, drogas ou outras doenças.

A neurologista Laura Guilhoto explica que a epilepsia é uma doença em que há perturbação da atividade das células nervosas no cérebro, causando as crises. A forma mais comum de crise é a convulsão, mas os episódios podem se apresentar de formas diversas, dependendo da região afetada no cérebro.

Acontecem várias ligações elétricas entre os neurônios no cérebro. No epilético, a atividade cerebral se transforma e se comporta de forma anormal de tempos em tempos, ocasionado a crise. Se o problema for na região que controla a mão, por exemplo, a pessoa não vai conseguir comandar esse membro por um tempo, que vai se comportar de forma involuntária.

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Um terço das epilepsias são de forma refratária. A dieta cetogênica pode ser indicada nestes casos, mas não é para todo mundo. A dieta não é um tratamento alternativo, mas sim um método com acompanhamento médico de um neurologista e nutricionista.

A dieta cetogênica deve ser usada por, no máximo, três anos e pode ajudar o paciente a diminuir a frequência das crises ou até se livrar delas e ser considerada curada, segundo a neurologista.

Para a organização mundial de epilepsia, a doença é considerada resolvida quando o paciente não tem mais crises por um período de dez anos.

A cura da epilepsia existe em alguns casos. Quando a doença é causada por alguma cicatriz no cérebro, por exemplo, o paciente pode fazer cirurgia. Mas o procedimento é bem invasivo, diz Laura. “Tem que abrir o crânio e ressecar a região afetada. Com a remoção do problema, o paciente pode deixar de sofrer com as crises”.

Fonte: https://www.minhavida.com.br/saude/materias/13126-13-dicas-para-lidar-melhor-com-a-epilepsia

https://noticias.r7.com/saude/dieta-especial-pode-reduzir-em-ate-50-ataques-de-epilepsia-grave-11102017

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