remedio

A aspirina é um dos remédios mais vendidos no planeta, o comprimido de ácido acetilsalicílico  tem como uma das suas principais indicações diminuir a dor de cabeça. Conheça mais sobre este remédio.

Atualmente, seria muito difícil conversar com qualquer pessoa, com idade acima de 60 anos, que não esteja tomando alguma forma de aspirina em baixas doses. Independentemente de quem você seja, bastaria entrar no consultório clínico para sair com receita e recomendação para uso contínuo de aspirina.

Os pesquisadores da Universidade Queen Mary, de Londres, verificaram um aumento de úlceras no trato digestivo e de sangramentos severos, inclusive com possibilidade de morte. Para o coordenador do estudo, Jack Cuzick, os dados mostram que tomar uma aspirina por dia para evitar o câncer compensa os riscos. Para cada mil pessoas de 60 anos ou mais que ingerirem a droga ao longo de 10 anos, ele estima 16 óbitos a menos por câncer, uma morte a menos por ataque cardíaco e duas mortes a mais por sangramento interno.

— Ingerir aspirina parece ser a melhor coisa para reduzir o câncer, depois de parar de fumar e combater a obesidade, e provavelmente é muito mais fácil de implementar. Eu tomo aspirina todas as noites como parte de um ritual — disse Cuzick, em entrevista ao jornal The Guardian.

aspirina

Razões para não tomar diariamente:

1) O estudo que comprovou redução na incidência de câncer em pessoas que tomam aspirina durante 10 anos mostrou também que esses indivíduos correm risco maior de sofrer sangramentos no estômago. Em pessoas com mais de 60 anos, esse risco é de 2,2% a 3,6% maior. Dos casos de sangramento, 5% são fatais. O perigo é mais comum em pessoas com a bactéria Helicobacter pylori.

2) Os tipos de câncer que a aspirina pode prevenir estão associados ao estilo de vida — como o cigarro, o álcool e a obesidade. Uma vida mais saudável poderia servir de estratégia preventiva, ao invés do consumo do comprimido todos os dias.

3) O uso prolongado do comprimido leva a mais mortes por acidente vascular cerebral (AVC), segundo o estudo britânico. O medicamento pode prevenir AVCs isquêmicos, por afinar o sangue. Mas agrava os AVCs hemorrágicos, causados por sangramento no cérebro. No geral, há 5% menos AVCs, mas 21% mais óbitos. Para pacientes com arritmia, o risco de AVC pode ser prevenido de forma mais eficaz e segura com novos medicamentos que afinam o sangue e impedem coágulos.

4) O abrangente estudo britânico de 2012, segundo o qual a aspirina pode salvar quem já teve um ataque cardíaco, concluiu também que o consumo frequente eleva em 30% o risco de sangramento gastrointestinal severo. Para cada 162 pessoas que tomam o remédio, um ataque cardíaco não fatal é evitado, mas dois casos graves de sangramento são provocados.

5) A FDA, agência americana que regula alimentos e remédios, analisou um pedido da Bayer para recomendar a ingestão de aspirina para prevenir ataques cardíacos. A agência concluiu que não há razão para pessoas sem histórico de doenças cardíacas usarem diariamente, mesmo com histórico na família. Nesses casos, os riscos são maiores do que os benefícios, diz a FDA.

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Fonte: http://www.cartacapital.com.br/revista/828/aspirina-tomar-ou-nao-tomar-3594.html

http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2014/08/os-pros-e-contras-de-tomar-aspirina-diariamente-4572342.html

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