pressao arterial

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) alerta: a pressão alta já atinge 6% das crianças e adolescentes no Brasil, o que corresponde a uma média de 5 milhões de menores de 18 anos.

A hipertensão infantil compromete o funcionamento dos rins e, em casos raros, aproxima doenças graves que só apareceriam na vida adulta, como  infarto e  acidente vascular cerebral(AVC).

Nos últimos anos, chama a atenção o aumento da hipertensão entre as crianças, principalmente em idade escolar, por conta do estilo de vida inadequado, com muita gordura e sal na alimentação e pouca ou nenhuma atividade física”, afirma a dra. Tatiana Jardim Mussi Wilberg, cardiologista infantil do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Quais são as causas da hipertensão arterial na infância?

A hipertensão arterial na infância parece ter causas tanto genéticas como ambientais e essa concorrência de fatores genéticos e ambientais inicia-se muito precocemente, ainda no período pré-natal. Os fatores genéticos resultam de anormalidades em um conjunto de sistemas orgânicos, como o transporte de eletrólitos e os mecanismos de controle endócrino e simpático e contribuem com pelo menos 20 a 50% da variação da pressão arterial. Entre os fatores ambientais pode-se apontar uma dieta rica em sódio e/ou pobre em potássio, a obesidade, o estresse e o sedentarismo. Algumas hipertensões infantis são essenciais ou iatrogênicas, mas outras são secundárias a doenças renais, vasculares ou a algumas enfermidades endócrinas. A hipertensão constatada no primeiro ano de vida deve ser vista como potencialmente secundária, mas já na idade escolar e, em particular, nos adolescentes, a hipertensão pode ser primária ou essencial.

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A medida correta

O ideal é que o pediatra comece a medir a pressão arterial, nas consultas de rotina, a partir dos 3 anos de idade. Mas o diagnóstico requer cautela. Assim como os adultos, os pequenos podem apresentar casos de hipertensão arterial transitória, conhecida como “síndrome do avental branco”, quando a pressão aumenta na presença do médico. Por isso, é recomendado comparar duas ou três medições em situações e horários diferentes.

Diagnóstico

A pressão arterial em crianças varia de acordo com a idade, sexo e altura. Existem gráficos e tabelas com valores normais, limites máximos e mínimos. Considerando essas referências, o médico, geralmente o pediatra, define se a pressão está na faixa ideal para a idade ou se está fora dos padrões. Para fazer o diagnóstico é necessário aferir, em pelo menos três ocasiões diferentes, a pressão arterial da criança.
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Segundo Eduardo de Oliveira, cardiologista infantil, dentro do diagnóstico tem exames recomendados, como os de laboratório e de imagem, que vão ser direcionados de acordo com o histórico da criança e da família. Geralmente, é feito ultrassom abdominal e ecocardiograma. “Tudo isso é feito para que mais tarde a criança não tenha problemas cardiovasculares, oftalmológicos, neurológicos e renais, que podem ocorrer a curto ou longo prazo. Se for diagnosticada a hipertensão, já deve ser tratada imediatamente”, explica.

As visitas ao pediatra são muito importantes para detectar o problema. Os aparelhos de aferição são os mesmos usados em adultos, mas, segundo José Ayoub, cardiologista do IMC, devem ser adequados à espessura dos braços das crianças, cobrindo 2/3 do braço.

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Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-04-26/pressao-alta-em-criancas-afeta-os-rins-e-aproxima-doencas-graves.html

http://www.abc.med.br/p/saude-da-crianca/378449/hipertensao+arterial+na+infancia+ou+a+crianca+com+pressao+alta+o+que+deve+ser+feito.htm

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