A apendicite é uma inflamação do apêndice, um tubo pequeno, semelhante a um dedo, que está pendurado no lado inferior direito do intestino grosso. O objetivo do apêndice não é conhecido. Geralmente se torna inflamado por causa de uma infecção ou obstrução no trato digestivo. Se não for tratado, um apêndice infectado pode estourar e espalhar a infecção por toda a cavidade abdominal e entrar na corrente sanguínea.


Apendicite afeta 1 em cada 500 pessoas em cada ano. O risco de apendicite aumenta com a idade, atingindo o pico entre as idades de 15 e 30. A apendicite é a principal razão para a cirurgia abdominal em crianças, com quatro em cada 1.000 crianças que precisam do apêndice removido antes dos 14 anos.

Os sintomas de apendicite incluem:

Dor abdominal, geralmente começando logo acima do umbigo e, em seguida, movendo-se para o lado inferior direito do abdômen

  • Náusea
  • Vômito
  • Inchaço abdominal
  • Dor quando o lado direito do abdome é tocado
  • Febre baixa

Se você tiver sintomas de apendicite, não tome laxantes para aliviar a constipação. Esses medicamentos aumentam a chance de que o apêndice se rompa. Além disso, evite tomar medicamentos para alívio da dor antes de ir ao médico, pois esses medicamentos podem mascarar os sintomas de apendicite e dificultar o diagnóstico.

Diagnóstico

Seu médico irá rever seu histórico médico, especialmente quaisquer doenças digestivas. Seu médico perguntará sobre seus sintomas digestivos atuais, incluindo detalhes sobre seus movimentos intestinais mais recentes: o momento, frequência, caráter (aguado ou duro) e se as fezes estavam manchadas de sangue ou muco.

Seu médico irá examiná-lo e verificar se há dor no abdome inferior direito. Nas crianças, o médico procurará ver se a criança segura as mãos sobre o umbigo quando perguntado onde dói. Em um lactente, os quadris flexionados (joelhos em direção ao tórax) e o abdome sensível podem ser importantes pistas para o diagnóstico.

Após o exame físico, o médico pedirá exames de sangue para verificar se há sinais de infecção e um exame de urina para descartar um problema no trato urinário. Seu médico pode solicitar uma ultrassonografia ou tomografia computadorizada (TC) para ajudar a confirmar o diagnóstico. Em crianças muito pequenas, pode ser necessária uma radiografia de tórax para descartar a pneumonia.

Duração esperada

A maioria das pessoas irá procurar atendimento médico dentro de 12 a 48 horas por causa da dor abdominal. Em alguns casos, existe um baixo nível de inflamação por várias semanas antes do diagnóstico.

Prevenção

Não há como prevenir a apendicite.

Tratamento

O tratamento padrão é remover o apêndice. A cirurgia, chamada de apendicectomia, deve ser feita o mais rápido possível para reduzir o risco de ruptura do apêndice. Se houver forte suspeita de apendicite, o cirurgião aconselhará a remoção do apêndice, mesmo que uma ultrassonografia ou tomografia computadorizada não possa confirmar o diagnóstico. A recomendação do cirurgião para operar reflete o perigo de um apêndice rompido: pode ser fatal, enquanto uma apendicectomia é uma operação de baixo risco.

Os cirurgiões frequentemente optam pela cirurgia laparoscópica para remover o apêndice porque o tempo médio de permanência no hospital é menor e a recuperação é mais rápida em comparação com a abordagem cirúrgica padrão.

As pessoas geralmente recebem antibióticos por via intravenosa (na veia) durante a cirurgia. O antibiótico é continuado até o dia após a cirurgia. Se o apêndice se romper, a pessoa precisará tomar antibióticos por uma semana ou mais.

Pessoas com apendicite precoce podem ser tratadas com o que é conhecido como uma estratégia de “antibiótico primeiro”. Isso significa tratar com antibióticos, geralmente por via intravenosa por 24 a 48 horas e depois por via oral por mais 5-9 dias.

Os pacientes tratados com essa estratégia precisam de observação cuidadosa. Se eles não estão melhorando rapidamente, a cirurgia é realizada. Mesmo que os sintomas se resolvam completamente, seu médico pode recomendar uma apendicectomia mais tarde.

Fonte: https://www.health.harvard.edu/a-to-z/appendicitis-a-to-z

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