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Atualmente aumenta cada vez mais o índice de pessoas com obesidade mórbida. Com isso a procura de cirurgia bariátrica aumenta também. Mas será que todas as pessoas podem fazer este tipo de cirurgia? Descubra se você pode fazer!

Segundo os médicos, o paciente deve tentar primeiro perder peso através da mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos por, pelo menos, 2 anos. Caso não consiga, ele deve ir ao médico para avaliar se tem os requisitos para fazer a cirurgia, como o Índice de Massa Corporal acima de 40 ou acima de 35, com problemas associados – diabetes, hipertensão e colesterol, por exemplo.

Como o calculo do índice de massa corpórea “IMC” (peso altura x altura )

É classificado com obesidade mórbida o indivíduo que apresenta o índice de massa corpórea acima de 40.

Como é calculado o índice de massa corpórea?

O cálculo é feito através do peso dividido pela altura duas vezes, ou seja, peso sobre altura ao quadrado. É a fórmula que se tem para definir quem é obeso mórbido, obeso grau 1 ou grau 2, ou quem tem sobrepeso.

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Depois de operado, o paciente terá que fazer uma dieta líquida de 1 a 3 meses; depois, pode continuar com uma alimentação saudável por mais 6 meses, tempo que começará a perder peso e notar as diferenças no corpo. Estima-se que, em um ano, seja possível perder até 35% de todo o peso – mas isso só se o paciente conseguir mudar seus hábitos mesmo após a cirurgia; caso contrário, ele pode voltar a engordar e o procedimento terá sido em vão.

Este vários tipos de cirurgia bariatrica:

banda gástrica ajustável é um anel de silicone que é passado ao redor da porção mais alta ou “começo” do estômago. Este anel é ligado a um tubo flexível. O tubo flexível, por sua vez, é ligado a uma pequena câmara (uma “caixinha”) que é colocada logo abaixo da pele, na barriga. Através da punção da câmara (“caixinha”) com uma seringa (“injeção”), se aumenta ou diminui a quantidade de fluido (“água”) dentro da banda. Por isso ela é chamada de ajustável. Quando se coloca mais fluido na banda, ela fica mais apertada e dificulta mais a passagem de comida pelo estômago.

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Vantagens: permite ajustes individualizados na passagem (diâmetro luminal) da banda.Tem baixo risco de complicações perioperatórias (durante ou logo após a cirurgia) e retorno precoce às atividades.

Desvantagens: perda de peso menor do que os demais procedimentos a longo prazo. Depende bastante da aderência à orientação dietética (com nutricionista). Insuficiente para pacientes que comem muitos doces. Inapropriada para pacientes que tenham esofagite (inflamação do esôfago) ou hérnia do hiato (pedaço do estômago no tórax).

bypass gástrico ou gastroplastia com reconstrução em Y de Roux é uma cirurgia mista. Ela mexe tanto no estômago quanto no intestino. O estômago é dividido em uma parte inicial menor, chamado de bolsa ou “pouch” proximal (mais alto), e uma parte maior, que fica separada do caminho da comida, a câmara distal (mais para baixo). Isto é feito através de um grampeador que já associa o corte ao fechamento (grampeamento) das partes do estômago. Este mesmo grampeador é usado para interromper (cortar e fechar) o começo do intestino (no pedaço chamado “jejuno”). Uma das pontas do intestino grampeado (interrompido) é grudada no pedaço menor do estômago (bolsa proximal). A outra ponta é religada ao próprio intestino para liberar as secreções (“enzimas” ou líquidos da digestão, que quebram os alimentos) do fígado e pancreas novamente no caminho dos alimentos.

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Vantagens: perda de peso maior do que a conseguida com a banda gástrica.Apresenta resultados já documentados em melhora de doenças associadas a obesidade, como por exemplo o diabetes. Controla melhor, mais pacientes sem medicação ou com redução da dose, o diabetes do que a banda gástrica ajustável.

Desvantagens: cirurgia mais trabalhosa do que a colocação da banda. Cria alguma dificuldade para a realização de exames como a endoscopia ou aqueles em que se deseja que “contraste” chegue ao estômago (tomografia, etc.). Apresenta risco de rompimento (chamado de “deiscência”) das linhas de grampeamento, o que leva ao vazamento do conteúdo (comida e líquidos da digestão) do estômago e/ou intestino na barriga (a chamada “fístula”). Apresenta risco de sangramento das linhas de grampeamento.

As chamadas derivações biliopancreáticas com gastrectomia vertical (“switch” ou troca duodenal) ou com gastrectomia horizontal (cirurgia de “Scopinaro”) são também cirurgias mistas. Associam procedimento no estômago a procedimento no intestino. A intervenção no estômago não é tão limitante (“restritiva”, sobra mais estômago no caminho da comida), porém a reconstrução intestinal faz com que o encontro do alimento com as secreções (“enzimas” ou líquidos da digestão, que quebram os alimentos) do fígado e pancreas só aconteça no fim do intestino delgado (último meio ou um metro). Na variedade do “switch” duodenal, o estômago é cortado ao longo do seu comprimento (gastrectomia vertical). Desta maneira, o “piloro”, que funciona como um controle (“porta”) do esvaziamento do estômago, é mantido. Isto “desacelera” a chegada da comida no intestino encurtado. Na cirurgia de Scopinaro, o grampeamento se faz na horizontal (transversalmente) e o piloro é retirado.

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Vantagens: dieta com maiores volumes de comida do que no bypass gástrico. São as cirurgias que emagrecem mais. A manutenção do peso perdido é também mais duradoura com as derivações biliopancreáticas.

Desvantagens: são também cirurgias algo mais trabalhosas, talvez ainda mais do que o bypass gástrico. Como o bypass, apresentam risco de rompimento (chamado de “deiscência”) das linhas de grampeamento, o que leva ao vazamento do conteúdo (comida e líquidos da digestão) do estômago e/ou intestino na barriga (a chamada “fístula”). Apresentam risco de sangramento das linhas de grampeamento. Oferecem risco de hérnias (“garroteamento” do intestino) em pontos de fraqueza (“brechas mesenteriais”) criados pelo redirecionamento do intestino (reconstrução, aqui também em Y de Roux, agora com mais desvio que no bypass).

gastrectomia vertical é um procedimento mais recente. Foi usado inicialmente como parte da derivação biliopancreática chamada de troca (“switch”) duodenal. Na gastrectomia vertical, o estômago é cortado ao longo do seu comprimento. O estômago remanescente é mais estreito e preenchido com uma quantidade menor de comida.

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Vantagens: não muda o caminho da comida no intestino. O começo do intestino, que é importante para a absorção de vitaminas e minerais (cálcio, ferro) permanece intocado.

Desvantagens: como a maior parte do estômago é cortada e retirada, não há como voltar atrás (não pode ser revertida). Apesar de ser menos trabalhosa para a equipe cirúrgica que o bypass ou derivação biliopancreática, pode produzir fístulas (vazamento da comida e sucos da digestão) e sangramento do grampeamento. A fístula do começo do estômago grampeado (grampeamento junto ao “ângulo de Hiss”) é de difícil tratamento. Por ser um procedimento praticado a menos tempo em larga escala, não se sabe o quanto o emagrecimento se mantém a longo prazo.

 Importante lembrar que a cirurgia é de casos extremos. Por isso ter uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos é o ideal.

Fonte: Dr. Pedro Fusco

CRM 83628

Imagem: Bem estar

Se você tiver dúvidas em relação a 1 fase (dieta líquida) é só clicar neste link e book

E também tem este vídeo Cirurgia Bariátrica

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